quarta-feira, 7 de março de 2012

MEU NOME É YAN (Sou o cachorrinho mais levado do planeta)

"O próprio homem não pode expressar amor e humildade por sinais externos, tão claramente como um cachorro, quando ele encontra seu amado mestre. Charles Darwin* 



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Vários dias se passaram, e minha tristeza foi aumentando. Certa manhã ensolarada, eu escutei uma voz que não me era estranha:
– Ele ainda está aí?
O dono da loja respondeu:
– Está sim, Dona Nelma! Mas se a senhora quiser esperar por uma fêmea dentro de quarenta e cinco dias lhe trago uma.
Puxa vida! Até o dono da loja estava contra mim! Mas tive uma surpresa. Nelma segurou-me no colo, acariciou meus lindos pelos e exclamou:
– Coitadinho! Tanto tempo preso neste cercado! Vou levá-lo!
Oba! Que decisão certa! Comecei a gostar dela. Afinal me deu valor! Não lati agradecendo porque ainda não sabia latir.
O dono da loja levou-nos pra casa de Nelma, minha nova e definitiva residência. Assim esperava! No caminho, os dois conversavam. Nelma afirmou:
– Não sei qual nome vou dar a ele, se fosse fêmea tinha uma lista de nomes.
De novo ela demonstrou sua preferência. Não aprovei! O rapaz então tentou ajudá-la:
– Eu tenho um Shih-tzu de nome Yan.
– Bonito! – elogiou Nelma.
Ela pesquisou no computador, a fim de saber o significado de Yan. Descobriu que o nome de origem hebraica significava “deus é gracioso”. Realmente eu era gracioso. A partir daí, fiquei conhecido como Yan.
De acordo com meus dois meses e meio, eu fazia xixi a toda hora, em qualquer lugar; o cocô, duas vezes ao dia. Nelma já tinha experiência, pois cuidou de um pequinês de nome Tostão que viveu dezessete anos e ficou famoso por suas peripécias. A vida desse cachorrinho foi contada em dois livros de história pra crianças.
Nelma costumava dizer que sua tranquilidade terminou no dia em que lá cheguei.
Imaginem que eu ainda era bebê, e o vigor de minha infância estava prestes a explodir. Quando explodisse, como Nelma reagiria? Fiquei meio apreensivo. Mas logo descobri que ela era exagerada! Vocês vão ver!
Embora as pessoas daquela casa me tratassem bem, havia algo no ar que me deixava intranquilo.

Aprender ou não? Na próxima 6ª-feira.
* Cientista, naturalista e escritor inglês.

segunda-feira, 5 de março de 2012

MEU NOME É YAN (Sou o cachorrinho mais levado do planeta)

“Não sintam vergonha quando, às vezes, os animais estão mais próximos de vocês do que as pessoas. Eles também são seus irmãos.”         São Francisco de Assis *


                                                      
1

Tenho um ano de idade, mas como diz minha dona um ano de travessuras.
Bem... Pra ser honesto, ela tem razão, mas só um pouquinho. Não adianta reclamar e me pôr de castigo.Que  castigo? Com vários brinquedos, fico num espaço grande composto de área, cozinha, quarto e banheiro. Nos meus primeiros meses de vida, permanecia calado por um tempo. De repente, começava a gritar. Aí, ela ia correndo me livrar do castigo.
Ah! O principal: sou um lindo cãozinho da raça Shih-tzu. Pelagem tricolor: branca, bege e preta.
Vou contar pra vocês o que aconteceu comigo desde o momento em que eu e minha irmã fomos deixados num petshop à espera de um comprador. 
--*-- 
Minha irmã rapidamente arranjou um dono, e eu continuei dentro do cercado sozinho durante uns dias. Estava desanimado quando ouvi:
– Nelma, venha ver o cachorrinho que você quer comprar!
Em seguida, essa pessoa me pegou no colo e me fez carinho. Agora vou sair daqui! Exultei com a ideia! Nelma perguntou:
– É fêmea?
– Não! – a outra respondeu.
– Já disse que prefiro fêmea!
Que antipatia! Por que a clientela da loja prefere fêmea? Pois eu tenho orgulho de ser macho! O papo entre as duas prosseguiu:
– Deixa de bobagem, Nelma! Este cachorrinho é lindo!
– Por que você não o compra, Mara?
– Agora, não!
– Então vamos embora!
Mara cuidadosamente me colocou no cercado, afagou minha cabeça e disse que eu ia encontrar um bom dono.
Elas saíram, e eu continuei ali muito triste.
Talvez Mara tivesse razão, mas esse bom dono tinha de aparecer depressa; caso contrário, não aguentaria por muito tempo aquela situação.

No próximo capítulo o que o destino me reserva.

* Foi um frade italiano.

sábado, 3 de março de 2012

"Meu nome é Yan" (Sou o cachorrinho mais levado do planeta)



No dia 05/03/12 começa “Meu nome é Yan” ( 2ª, 4ª e 6ª-feira). Em 15 capítulos, o primeiro ano de uma vida repleta de emoções. História pra quem gosta de animais, não importa a idade.  

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meu nome é Yan, um cãozinho pra lá de esperto!

Se vocês gostam de animais domésticos não percam a história de um lindo cãozinho e seus amigos. Será contada em pequenos capítulos. Aguardem!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

As travessuras de um lindo cãozinho pra vocês que amam os animais

Vou contar pra vocês meu primeiro ano de vida. Sou um cachorrinho da raça Shih-tzu. Faltam poucos dias pra iniciar minha história. Aguardem! Tchau au au au!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Em breve a história de um cachorrinho de nome Yan

Nas próximas postagens acompanhem a história de Yan, um cachorrinho muito travesso! 

Em 15 episódios, vocês vão viver com ele muitas travessuras!
Aguardem!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Whitney Houston

A voz mais bonita de uma completa artista dos Estados Unidos calou-se para sempre.
Não entendo por que uma mulher talentosa, bonita, rica como Whitney Houston enveredou-se pelo caminho sem volta, o das drogas.
Será que os empresários são culpados quando exigem muito dos cantores que os contratam?     Será que o sucesso sufoca pessoas que não estão preparadas para lidar com ele?    Será que o trabalho excessivo leva artistas famosos à depressão? Será que amam e não são correspondidos? Será que precisam se refugiar em alguma coisa a fim de que possam fugir da pressão sofrida? Se é que são pressionados.
Estas perguntas têm respostas, mas eu não sei respondê-las.
Os deslizes da cantora Whitney Houston deixavam-me triste, pois sempre admirei seu talento. E nunca sabia o que acontecia com ela; também não procurava saber. Apenas lamentava na esperança de que ela desse a volta por cima.
Será que no Céu existe um lugar especial para os grandes cantores?   Se existir, o coral de lá recebeu mais uma voz privilegiada que agora vai soar por toda a eternidade. 

Dentro de alguns dias, em capítulos, as travessuras de um cãozinho da raça Shih-tzu. Título: “Meu nome é Yan”. Aguardem!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ainda "Fina Estampa"

Nesta novela o único personagem que eu gosto é do Clodoaldo. Assim mesmo há momentos em que se torna repetitivo e enjoado. Tereza Cristina e Griselda são personagens que estão cansando os telespectadores. Aparecem demais. Não as suporto. A primeira é uma louca que faz o que quer; a segunda, uma inexperiente que faz o que acha certo. Mas o certo no caso dela seria a partir do primeiro atentado a polícia ou um detetive particular estar procurando o responsável pelo ato criminoso. É impossível uma pessoa que passa o que a Griselda tem passado com relação aos atentados a seus filhos ter o seu procedimento. E o pior, os filhos dão apoio à tolerância da mãe. 
Será que os autores da novela já decidiram sobre o outro segredo de Teresa Cristina? Muita gente sabe o que ela apronta e continua dando apoio às suas maldades. Quem cala consente ou não?
Vários autores escrevendo o mesmo texto é uma tarefa difícil. Isto prejudica o conteúdo. Falo por experiência própria, um dos livros que escrevi de parceria com uma amiga foi difícil acertar o final. E quando são mais de dois autores dando opinião? “Panela que muitos mexem desanda”.
Estão de parabéns os atores! Mas a novela só está sendo vista por ser da TV - Globo.

Dentro de poucos dias, em capítulos, as travessuras de um cãozinho da raça Shih-tzu. Título: “Meu nome é Yan”. Aguardem!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

De cangaceiro a presidente da república

Esta é uma trajetória que mostra o talento do ator Domingos Montagner. Ao interpretar o cangaceiro Herculano, na novela de Duca Rachad e Thelma Guedes, “Cordel Encantado”, ele o fez com perfeição.
Na minissérie de Euclydes Marinho, “O Brado Retumbante”, o ator encarnou Paulo Ventura, um presidente honesto, imparcial, digno de ocupar esse cargo, demonstrando saber da importância e da responsabilidade de governar um país como o Brasil. Além disto, sua postura austera e esbelta me fez lembrar alguns presidentes brasileiros, lamentavelmente poucos. Por outro lado, o presidente Paulo Ventura mostrou que, apesar de ocupar o cargo máximo de uma Nação, tem a intolerância e a fraqueza do homem comum quando se trata da família e dos sentimentos amorosos respectivamente. Ninguém é perfeito!
Se todos os políticos tivessem o comportamento cívico de Paulo Ventura, o Brasil seria uma das Nações mais importantes do Mundo, e todos os brasileiros seriam felizes! 
Domingos Montagner é paulistano e só agora despontou com sucesso para a carreira de ator. Que volte breve à telinha!
Merecem parabéns o autor Euclydes Marinho, o ator Domingos Montagner e a TV - Globo!

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Aquele Beijo" e Fina Estampa"


Todos os dias, as pessoas tomam conhecimento de atrocidades cometidas no meio familiar. As novelas, portanto, não deviam mostrar aos telespectadores ações malignas entre parentes.
No caso de “Aquele Beijo” cujo autor é Miguel Falabella, a cruel Olga quer acabar com sua bondosa irmã Otília que sempre se dedicou às crianças carentes. Pra engrossar as maldades, a filha de Olga também tem os mesmos instintos crueis da mãe e está ajudando-a a levar avante uma ideia maquiavélica por causa da ganância de ambas.
Atos desprezíveis não podem ser ressaltados em novelas. Pessoa de caráter fraco, demente ou maldosa espelha-se nesses atos pra cometer crimes.
Na outra novela, a de Aguinaldo Silva, “Fina Estampa”, as crueldades de Teresa Cristina não foram ainda consumadas por sorte das vítimas. Ela consegue apenas assustar Griselda, sua rival. Por outro lado, seus filhos não suportam o convívio com a mãe.
E sem justificativa plausível, Griselda foi morar perto da inimiga. E de inimigo, todo mundo quer distância.
É de se estranhar que a metida Teresa Cristina tenha se casado com um cozinheiro. Apesar de ter sido abandonada por ele e tornar-se amante do ex-marido da Griselda, homem de baixo nível, ela não perde a empáfia.
O ótimo cozinheiro até nas horas de folga vai pra cozinha. Como gosta de fogão!
Pra completar o quadro de criminosos hediondos das novelas só falta Baltazar estar apaixonado pela filha e estuprá-la! O autor que invente outra coisa pra justificar a premonição de Luana.  
Os autores de novelas de um modo geral mantêm os personagens ruins até o último capítulo, pra então, às vezes, a justiça ser feita.
Mentes doentias gostam de imitar tudo que é contrário à lei de Deus e a do homem praticado durante o desenrolar da trama.
Nessas duas novelas existem estilistas, videntes, esposas preconceituosas, vingativas, e os maridos saíram de casa por causa de outras mulheres. 
As coincidências repetem-se nos folhetins da TV Globo que estão no ar. Será que isto sempre aconteceu?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pobre rico País!


As propagandas enganosas continuam sendo apresentadas na televisão. Há momentos em que penso: será que a vida melhorou, e eu não percebi? Neste caso, alguma coisa está errada comigo e com a maioria dos brasileiros.
Por exemplo: aumento do salário mínimo. No caso do empregado doméstico, poucas pessoas podem mantê-lo principalmente com carteira assinada. Esse aumento sobrecarrega as despesas mensais do cidadão, pois o que ele ganha continua do mesmo jeito. A solução é mandar o empregado embora.
De que adianta aumentar o salário mínimo se o número de desempregados domésticos cresce anualmente?
A maioria dos brasileiros ganha pouco! Mas seus governantes, entre estes os deputados têm um salário muito grande sem falar no excesso de regalias, como o 14º salário. Tudo isto saindo do bolso do pobre e do rico! Poucos reclamam sem que possam alcançar suas metas: acabar com os ganhos de certa classe política. E os absurdos prosseguem!
Por outro lado, há pessoas vivendo na situação de falsos ricos. O resultado é o endividamento. Daí, eles se afundam em dívidas cada vez maiores, e seus credores que se danem!
A vida dos brasileiros está difícil! Até os que eram considerados ricos não existem mais.
A inadimplência aumenta assustadoramente e os endividados também!
Pobre rico País!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você acredita em sonho?


 
Jonas contou ao amigo Júlio que tinha tido um sonho curioso. Uma voz mandou-o procurar a espora de ouro para completar o par. Júlio perguntou:
– Você tem uma espora de ouro?
– Não! O que lhe contei foi um sonho, Júlio!   
– Mas o meu avô falava de uma mina de ouro a mil quilômetros daqui.
Na manhã seguinte, Jonas falou com o amigo que o sonho se repetiu. Na mina havia uma espora de ouro.     
– Vou saber onde fica essa mina! – prometeu Júlio.     
– E pra quê?     
– A gente vai até lá!       
– Você ficou maluco? Eu não acredito em sonhos! – exclamou Jonas. 
– Mas eu acredito, principalmente quando o sonho se repete.  
No outro dia, Júlio apareceu com o mapa da localização da mina. Achou-o entre os papéis velhos do seu pai. Insistiu muito e convenceu Jonas a procurá-la. Iriam de carro.
Após quase um dia de estrada, chegaram à região da mina. Resolveram acampar. Pela manhã, iniciaram à procura.  Ao escurecer, eles viram um a gruta. Entraram. As lanternas iluminavam a escuridão. Já estavam cansados e com fome quando Jonas achou uma passagem estreita. Os dois conseguiram passar por ela. Saíram num jardim florido. 
– Que é isso, Jonas?  
– Não está vendo: um belo jardim!   
Caminhavam devagar, com receio de encontrar animais por ali.  
– Júlio, o jardim não é real, é uma miragem, tentei pegar uma flor, não consegui. Lá fora está escuro e aqui, claro!  
– Calma! Nós viemos procurar a mina, lembra? Ela deve estar por aqui, Jonas!  
– Mina no meio de um jardim irreal! É melhor a gente ir embora! Foi bobagem vir aqui!     
– Bobagem, nada! E este lindo jardim?  
Embora tivessem andado bastante, avistaram a passagem por onde entraram. Parecia que ela os acompanhava. Rápido, voltaram ao acampamento. 
E agora? – quis saber Júlio?    
– Vamos dar o fora! Não existe nenhuma mina!    
– E o jardim, Jonas?  
– Também não existe! 
– Como, não? Estivemos nele!     
– Então, cadê a entrada?    
Júlio tentou inutilmente encontrá-la. Eles retornaram a casa, preocupados, mas acabaram concordando que tiveram uma estranha aventura.      Acredite se quiser!


Que a passagem do Ano Novo tenha sido muito feliz pra você e sua família!  E que em 2012 realize o que ainda não conseguiu realizar. Muita saúde e prosperidade pra todos que estão sempre comigo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Deus, Jesus, Natal


Minha família é católica, estudei em colégio católico, mas não é por isso que sou católica. Sempre tive um grande amor e respeito por Deus/Jesus, Nossa Senhora e pelo Santos. Acredito também nos poderes dos Santos.
Já pensaram se todas as súplicas só pudessem chegar a Deus? Ele não teria tempo de atendê-las, uma vez que a população aumenta diariamente.
Deus delegou poderes a Jesus Cristo (se é seu filho), a Nossa Senhora e aos Santos de Sua confiança. Por este motivo tantos milagres também acontecem através de Jesus, Nossa Senhora e dos Santos. Jesus sempre me ajudou a viver!
Com referência a Deus e a Jesus, tenho uma dúvida. Deus é pai de Jesus ou Jesus é o próprio Deus que se submeteu aos sofrimentos para redimir os pecadores, dando-lhes oportunidade de que encontrassem o caminho do bem. E muitos o encontraram.
Precisamos rezar com fé, realizar apenas boas ações pra que a proteção divina nos alcance, pois os seres humanos têm livre arbítrio e muitas vezes provocam a ira do Senhor.
Jesus Cristo continua presente na vida da maioria absoluta dos homens há mais de 2000 anos. Estamos comemorando o Seu nascimento – Natal. Devemos comemorá-lo rezando, indo à Igreja, reunindo a família numa ceia sem excesso de comida e, principalmente, de bebida.
Vamos elevar o pensamento a Deus suplicando Paz. Onde há Paz nada faltará!
Eu desejo a você e a sua família essa Paz tão necessária à vida!     Feliz Natal!



sábado, 17 de dezembro de 2011

Alma Penada


Tito gostava de passar susto nos amigos. Cansados de tanta brincadeira de mau gosto do colega, decidiram dar-lhe uma lição numa das vezes em que ele foi pescar sozinho.
O pescador atravessou a mata tranquilo; ao chegar à beira do rio, colocou os objetos de pescaria no chão, preparou o anzol com a isca, jogou-os nas águas que deslizavam mansamente. Não demorou, o anzol ficou preso. Ao puxar a linha com muita força, desequilibrou-se e caiu sentado. Verificou que o anzol e a isca sumiram. Isto aconteceu várias vezes. Tito, então, resolveu comer um sanduíche, não achou nenhum dentro da mochila. Procurou a garrafa de laranjada, também não se encontrava ali. “Será que tinha perdido o lanche pelo caminho?” – pensou. Como estava escurecendo, tentou acender o lampião, mas não conseguiu. A lanterna não funcionou. "Puxa! Hoje tá dando tudo errado!” – lamentou.
Naquela tarde, sem que Tito percebesse, seus amigos comeram seu lanche, danificaram o lampião e a lanterna. No rio, um dos rapazes mergulhou, prendeu o anzol de Tito debaixo de uma pedra e depois ia tirando os anzois e as iscas à medida que eram jogados na água. Um outro rapaz vigiava o pescador. Ao vê-lo irritado, ele foi juntar-se aos demais companheiros e contou-lhes sobre a reação de Tito. Decidiram voltar pra casa, pois tinham conseguido o que planejaram.
Tito, por sua vez, reuniu os apetrechos e aventurou-se pela estrada velha a fim de encurtar o caminho iluminado apenas pela claridade dos fósforos que ia riscando. De repente, escutou gritos que aumentavam e diminuíam. Já tinha ouvido falar da alma penada de uma mulher que há muitos anos sumira na mata. Não acreditou por achar que era história de pescadores. À medida que ele andava, a voz parecia mais perto. Pela primeira vez em sua vida, teve medo.
Em casa, tomou banho, jantou e foi pra cama. Nem dormiu direito.
Na manhã seguinte, contou tudo aos amigos. Estes assumiram a responsabilidade pelo fracasso da pescaria, porém não tinham ouvido nenhum grito de mulher.
Daí, todos concluíram que a lenda da alma penada não era lenda e sim verdade.
O rapaz nunca mais perturbou os amigos com brincadeiras. Sentiu na pele o que elas causavam. Além disso, acreditou que a alma penada só importunava pessoas de comportamento intolerável.   E você acredite se quiser!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Governo contra a Floresta Amazônica?


Já escrevi artigos e falei em rádio que a Floresta Amazônica é nossa, e estrangeiros não podem se apossar de nenhuma parte dela. Mas o próprio governo brasileiro quer prejudicar-nos ao realizar na tão cobiçada floresta uma obra faraônica: Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Tal devastação é um crime contra moradores da região, entre eles os índios (donos da terra), contra a fauna, a flora e a humanidade. Pobre dos índios e dos animais! Estes morrerão afogados. E o planeta? Tão castigado pela ganância, estupidez e intolerância dos homens.       
Neste País, não sei mais no que acreditar. De um lado as autoridades zelam para que certos animais não desapareçam, pois estão em extinção; do outro, resolvem exterminar animais e plantas raras com a construção de mais uma usina hidrelétrica na Floresta Amazônica, desta feita uma gigantesca, ocupando 100 km da floresta e, inicialmente, orçada em 30 bilhões de reais.        
Vi muitas obras faraônicas feitas no Brasil que foram interrompidas durante sua construção causando prejuízo aos cofres públicos. Isto significa que o povo é sempre massacrado por causa dos desmandos governamentais. O Brasil e o mundo precisam da Floresta Amazônica; basta a devastação feita nela por madeireiras, fazendeiros e pessoas inescrupulosas.           
Estou em dúvida com relação aos estrangeiros que desejam tomar conta da nossa floresta. Será que eles não confiam no governo brasileiro quando se trata de conservar intacta a maior floresta do planeta? Se for esse o motivo, parece que, infelizmente, eles têm razão. A prova está aí: a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte que além de arrebentar com a floresta, vai arrebentar com a situação financeira da maioria do povo brasileiro que se encontra cada vez mais pobre.              
Até quando a ganância prevalecerá neste País? É claro que uma obra da proporção dessa usina hidrelétrica enriquecerá muita gente! Ou estou enganada?  Pense nisto!







quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Plebiscito no Pará


A proposta da divisão territorial do Estado do Pará é um absurdo diante da situação do povo brasileiro; aliás, em qualquer situação aumentar as despesas dos cofres públicos é um absurdo. Num País em que a população carente não tem atendimento médico entre outras prioridades, por que dividir um Estado? A meta desses políticos não é beneficiar o povo!
Dois novos Estados (Carajás e Tapajós) representam mais governadores, mais deputados, mais cargos, mais mordomias etc etc, que em outras palavras significam despesas desnecessárias para os cofres públicos.
Os índios, verdadeiros donos da terra, sempre foram prejudicados pelos brancos, e suas vozes não são ouvidas apesar de tudo que sofreram e ainda sofrem por causa do abandono em que vivem. As autoridades brasileiras parecem desconhecer a existência dos índios. Agora, o Conselho Indígena dos Rios Tapajós e Arapiuns manifestou-se dizendo que o movimento da criação dos Estados de Carajás e Tapajós foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos, e afirmou: “o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós”. Não é bom para eles nem para as pessoas que também precisam de “ajuda” do governo. A maioria absoluta dos brasileiros, seja de que raça for, deve ter uma vida digna e feliz. O político é pago e muito bem pago para trabalhar pelo povo; se cumprisse com sua obrigação hospitais, escolas, moradias, refeições de boa qualidade estariam ao alcance de todos, inclusive haveria paz nas cidades. Obrigação não é favor!
A maioria dos políticos tem coragem de prejudicar a população com tantos disparates que só a eles beneficiam! E os brasileiros parecem anestesiados quando aceitam tudo placidamente.   
No dia 11 de dezembro próximo, os paraenses vão votar num plebiscito se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará. Tomara que os eleitores tenham consciência de que não vale a pena aumentar a quantidade de políticos no Brasil. Isto só vai trazer vantagem para a classe política rica em detrimento da classe pobre predominante neste tão belo e explorado País!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Anjo


Numa tranquila cidade morava Lion, rapaz bonito, cobiçado pelas jovens. Sua fama de ser contrário ao matrimônio era conhecida. Lion gostava de ficar com os amigos jogando e bebendo até de madrugada. Seu pai se aborrecia com a atitude do único filho.
Certa noite, ao voltar pra casa, Lion ouviu uma voz: “Você precisa dar atenção a seu pai!” Surpreso, o rapaz procurou pelas imediações o autor da brincadeira, mas não o encontrou.
Dias depois, passando pelo mesmo lugar, tornou a ouvir: “Você precisa dar atenção a seu pai!” Novamente, vasculhou a redondeza, mas não viu ninguém. Era impossível que a pessoa se escondesse ou fugisse dali tão rápido.
Lion resolveu conversar com o pai. Soube, então, de sua doença. Reclamou por não tê-lo avisado. Ele perguntou:
– Pra quê, meu filho? Você só gosta de seus amigos! É como se eu e sua mãe não existíssemos!       
Pela 1ª vez, Lion percebeu que era um filho inútil. Daí em diante, passou a acompanhar o tratamento do pai e aos poucos foi se enfronhando nos seus negócios. Mas não lhe saía da mente a voz que lhe mostrara a realidade. Decidiu revelar à mãe o estranho fato. Após ouvi-lo, ela respondeu, sorrindo:
– Meu filho, Deus atendeu às minhas preces e mandou um anjo ajudá-lo!
Depois de pensar muito sobre os acontecimentos, o rapaz concluiu que a mãe estava certa. Convenceu os amigos da inutilidade de suas vidas, pois acreditou na existência dos anjos.   Mas você, acredite se quiser!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Trindade


Pela segunda vez, visitei Trindade – Goiás. Desta feita, fui numa excursão organizada por Márcia Olhê. Tudo que dependeu dela esteve ótimo. A grande decepção ficou a cargo do Padre Robson que não se encontrava em Trindade, portanto não podia rezar a missa tão esperada por todos que visitam àquela cidade no fim de semana – sábado, às 7h. Lamentável!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Proclamação da República


Dia 15 de novembro comemora-se a “Proclamação da República”. E a república faz tempo que está de pernas para o ar, com tanta corrupção, tantos bandidos e tanta miséria no País.
É oportuno relembrar o passado: No dia 9 de novembro de 1889, realizou-se uma festa no palácio da Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, para celebrar as bodas de prata da Princesa Isabel, filha de D. Pedro II, e recepcionar oficiais chilenos que visitavam o Brasil. Três mil disputadíssimos convites foram enviados para a melhor sociedade imperial.
Enquanto acontecia a festa, não muito distante, o tenente coronel e professor Benjamin Constant presidia uma reunião criticando o governo imperial e sua hostilidade contra os militares, esta na opinião dele.
Uma semana após a festa e a reunião conspiratória, foi dado o golpe militar. Um major comunicou a D. Pedro II que devia sair do Brasil. Algumas horas mais tarde, em nota oficial, D. Pedro disse que “Cedendo ao império das circunstâncias, deixava com a família o país ao qual dera constantes testemunhos de grande amor e dedicação durante quase meio século”.
No dia 17 de novembro, a família imperial seguiu para o exílio na Europa. Os republicanos achavam que, se D. Pedro II morresse, a princesa Isabel e seu marido o Conde D´Eu não tinham condições de ocupar o trono. Ela, naturalmente, por ter assinado, em 1888, a Lei Áurea, que libertou os escravos, e ele por ser estrangeiro e vítima de acusações grosseiras e inconcebíveis para a época, o homossexualismo.   
D. Pedro, ao partir para a Europa, levou um pequeno travesseiro com a terra do Brasil. E disse que, quando ele morresse, o travesseiro devia ser colocado no caixão, debaixo de sua cabeça. D. Pedro II, sim, até o último momento de sua vida, demonstrou amar o Brasil!       
Às vezes, eu me pergunto: Valeu a pena a Proclamação da República? Temos motivo para comemorá-la?        Pense nisto!

sábado, 12 de novembro de 2011

A semelhança


Há muitos e muitos anos, existiu uma jovem, de nome Dandara, que tinha o dom da adivinhação. Sua fama percorreu os bairros da cidade onde morava e alcançou as regiões vizinhas. Assim, acabou o sossego dela e da família. Pessoas sedentas de informações faziam filas na porta da casa da jovem. Não aguentando atender tanta gente, ela adoeceu. Os curiosos irritavam-se quando lhes diziam que a moça estava acamada. Até que um dia, Dandara desapareceu. Sua família, amigos e conhecidos procuraram-na bastante tempo sem encontrá-la. Os pais viviam inconsoláveis, mas não perdiam a esperança de a filha retornar ao lar.      
No dia em que a jovem completaria vinte anos, chuva pesada escureceu a região. Sua mãe, ao entardecer, escutou um miado baixinho e insistente vindo da porta da sala. Abriu-a. Notou que respingos de chuva caíam sobre o jardim. A seguir, ela viu encolhido em cima do tapete um gato. Deixou-o entrar, enxugou-o e alimentou-o com leite fresco. Quando ele ficou totalmente seco, a mulher surpreendeu-se com a beleza do bichano. Pegou-o no colo e verificou que se tratava de gata. Tinha pelagem branca e volumosa, olhos grandes e verdes. De repente, ela se assustou, pois os olhos da gata eram iguais aos da filha desaparecida. E a gatinha olhava-a carinhosamente.
O pai e os irmãos de Dandara concordaram com tal semelhança. Parentes e amigos da família também falavam a mesma coisa a respeito dos olhos da gata que, ao passar dos dias, se mostrava muito inteligente e delicada. Tinha liberdade para fazer o que desejava e o lugar preferido para deitar-se era a cama de Dandara. A família achava que seu comportamento parecia humano. Concluiu, então, que Dandara renasceu na linda e carinhosa gatinha.      Acredite se quiser!